Um roteiro para escolarização de potros -Conceitos e método

A linguagem dos cavalos na natureza (pressão e alívio)

Tenho recebido uma série e questões a respeito da iniciação e escolarização de potros, e muitos pedidos de orientação por parte de proprietários e proprietárias de Cavalos, em diferentes idades e fases de trabalho, ou sobre manejo, mas cresce muito o interesse por uma “informação organizada, ou um roteiro de como ou do que deve ser feito, quais cuidados devem ser tomados, seja por quem quer aprender a se relacionar melhor com seu Cavalo, seja para acompanhar e avaliar as ações de quem está “fazendo a doma”, a questão dos limites, e por mais conhecimento sobre a linguagem e o comportamento dos cavalos. Parte desse texto foi publicada no site, no meu livro “Conversando sobre Cavalos” e parte em artigos que foram publicados em revistas. Aqui eu os reorganizei e espero que seja útil.
Esse conteudo faz parte dos Modulos 6 a 9 do Curso de Horsemanship, que oferecemos no Rancho São Miguel, no qual os participantes vivenciam na prática, ou seja, fazem de fato, com animais em diferentes fases da vida, muitas vezes desde o nascimento (imprinting), depois da desmama, na juventude (dois a tres anos), na fase da doma de baixo, na fase do inicio do trabalho montado. Aliás esse é o principal diferencial dos nossos cursos. Não apenas demonstramos ou teorizamos. Aqui você faz de fato, monitorado por mim, e sai melhor preparado.

A Linguagem dos Cavalos na natureza, dentro na manada

Os cavalos quando querem aproximar-se uns dos outros, abaixam e levantam a cabeça, mastigam com a boca vazia, não levantam os olhos e em movimentos semi-laterais com o flanco exposto pedem autorização do outro para se aproximarem. O que permite igualmente mastiga, abaixa a cabeça e oferece o flanco.
Se cheiram, tocam, e pastejam lado a lado.

Quando não permitem a aproximação murcham as duas orelhas, viram-se de costas, podendo dar um relincho de alerta e começam a se mover distanciando-se do outro.

Cavalos com medo, além de murchar as orelhas, apertam os beiços, arregalam os olhos, contraem a musculatura e preparam-se para saltar, correr ou sem opção e espaço, e só nessa situação, para escoicear quem ele considera uma ameaça a si, suas crias ou se harém, no caso do garanhão.
Um confronto aberto é raro, sendo visto no entrechoque de garanhões, quando um jovem macho quer se aproximar de éguas de um família básica (um garanhão e cinco a seis éguas, suas crias fêmeas ou machos bem jovens).
Quando um potranco começa a exercitar sua atitude juvenil, mordendo, correndo, conturbando o ambiente, escoiceando uns e outros, a égua alfa, líder da manada, murcha as orelhas, estica o pescoço para frente e dirige-se com firmeza para tocar o potranco de perto do grupo, afastando-o cerca de 600 metros.
Mantém-se na expressão corporal de agressividade enquanto o “punido” não alterar sua atitude, dando sinais que quer negociar a situação e pede claramente autorização para se reaproximar. Este seria o momento do alívio da pressão e é nesse exato instante que ele aprende.

Fundamentos do Horsemanship – Conceitos e Atitude

A abordagem Integral não é só No sentido do cavalo Como um Todo Mente, Físico e Espírito, Mas também no sentido Podermos aperfeiçoar o imperfeito Na busca da Verdadeira e Perfeita Integração Homem- Cavalo
Já a abordagem convencional é simplista, Ela se alimenta apenas do lógico racional, Não considerando o ponto de vista do cavalo, Pois, não compreende que O Instinto de Autopreservação, É o direito maior do cavalo.
Nela não existem dúvidas, Está tudo organizado, Com princípio, meio e fim.
Ela adora engolir regras simplistas, Assim como: Faça isso para obter aquilo.
Usando a lógica formal e o pensamento racional. Ela busca resultados imediatos, Não se importando com a compreensão. Não tem compromisso Com o processo de aprendizado. É a ignorância Com fome de significado.
O cavalo é um ser vivo, Que pensa, sente e decide. Dentro de um ponto de vista Que não tem drama. Ele é um filho da natureza. Que só tem coração. é arte, Porque é alquimia, siderurgia, cadinho; É o caminho, elemento de conhecimento Que vem das nossas mais profundas entranhas.
Doma é a nossa capacidade de, sob a ótica do cavalo, ter a imaginação de imaginar-se cavalo, nem que seja por um segundo.

Princípios do Horsemanship

Conceito da não violência: ninguém tem o direito de dizer a quem quer que seja; faça isso ou vou machucá-lo; paralelos entre cavalos e nossa sociedade ou equipes de trabalho nas empresas
“Você pode levar um cavalo a ir para a água, mas não pode obrigá-lo a beber”
“Você pode levar um homem ao conhecimento, mas não pode fazê-lo pensar”

Nós temos o cérebro mais complexo entre todas as espécies da Terra e com essa incrível capacidade cerebral devemos ser capazes de aplicar a nós mesmos o que aprendemos com os animais.

A dor pode conseguir obediência e aceitação, mas acreditamos que só a aceitação não basta para garantir um desempenho fantástico.

Submeter um cavalo a aceitar sela e um ferro em sua boca é o mesmo que provocar nele a sensação que está sendo atacado por um predador e isso desperta nele um sentimento de auto-defesa. Infligir dor e castigos físicos a ele, para cessar um comportamento natural de auto-proteção, simplesmente confirma os temores dele de estar sendo atacado.

Nesse momento, ler os seus sinais e dar a ele a oportunidade de escolher cooperar e merecer a confiança dele é muito mais estimulante para ambos.

A conjunção Homem- cavalo tem como objetivo, respeitando o tempo de cada animal, criar um ambiente de confiança e que dê ao cavalo a chance de escolher o que esperamos que ele escolha.

Sensibilização para leitura dos sinais que o cavalo envia

Numa manada, a égua alfa lidera o grupo, leva onde há melhor comida e água, onde os obstáculos naturais dificultam os predadores. Ela organiza o grupo, protege o grupo, une o grupo. O garanhão ali está para cuidar do harém, protegendo suas éguas da aproximação de outros machos. Um potro quando fica jovem, se é macho acaba tendo que se afastar junto com outros animais jovens, formando um grupo jovem de solteiros até que um se sobreponha aos demais e se torne o garanhão de outra família recém formada.
Quando mais jovens, se aprontam, dando coices ou mordendo, incomodando outros membros, a égua alfa o castiga colocando-o para correr mais de 600 metros, obrigando-o a permanecer afastado do grupo.
Para predados, o isolamento é arriscado. O castigo é comunicado com orelhas murchas, ombros laçados a frente, olhos nos olhos e uma resoluta corrida em direção ao alvo. Como animal de fuga, o potro corre, quando incomodado com a condição do castigo que pode durar até três dias, ele dá sinais de que quer negociar.
O Cavalo quando quer negociar a relação de desconforto, que a pressão impõe, abaixa a cabeça seguidas vezes, e por fim mastiga sem nada na boca, afirmando: sou apenas um herbívoro, não faço mal, quero me aproximar. A égua alfa, se vira de lado dando o flanco, olha para ele, mas não nos olhos, e volta-se ao grupo. Esse é o sinal para ele se juntar.
Nossa sociedade vive sob o império do tempo, de falsas urgências que não existem quando falamos da relação com cavalos. O tempo é deles e não o nosso. Portanto, aqui o aluno tem que reaprender a observar. Retreinar essa capacidade de contemplar, ler os sinais e estabelecer relações entre essa leitura corporal e fatos simples que ocorrem em torno do animal, como ele reage ao vento nas folhas, à aproximação de animais ou pessoas, a cheiros, a sons.
Os índios cavaleiros na América do Norte e do Sul, observavam esses sinais e fazendo o mesmo capturavam as manadas que os serviam. Adquirida a confiança, montavam até sem freio ou rédeas, só com a ajuda de pernas e fundiam-se ao cavalo anulando seu centro nervoso. Do cérebro humano, pelas pernas, nasciam como verdadeiros centauros. Ainda hoje, se monta e se consegue isso com animais com os quais estamos mais integrados.

Método prático de Horsemanship (Como ensina Eduardo Borba, “toda técnica é boa e toda técnica é ruim”)

Num ground work ( trabalho de base), isso se demonstra em 40 minutos e os resultados são idênticos.
a) o Redondel, ao contrário dos piquetes retangulares, não tem cantos vivos, nos quais o cavalo costuma embicar, mantendo-se de costas para o Homem, e quando quer evitar a aproximação roda o quarto traseiro, mantendo o Homem longe. No redondel, ele roda à esquerda e à direita, sempre com o flanco exposto o que o coloca na perspectiva de fuga.

b) Assumindo o centro do redondel, o Homem assume a condição de predador e olhos nos olhos faz o cavalo galopar. Deve manter-se em um ângulo de 35% em relação à cabeça do cavalo, numa diagonal. Quando quiser que o cavalo saia da programação mental de fuga, desloca-se do centro para o lado e isso “retira” a rota de fuga do cavalo. Ele de imediata estanca e roda no sentido contrário.
c) Um cavalo quando visto do lado esquerdo não é o mesmo do lado direito. Vimos isso no item “a visão do cavalo”. Portanto quando altera o lado, pode ter atitudes diferentes, chegando em alguns casos a negar o lado e se recusar a correr no outro sentido, passando a se sentir acuado. (cuidado na leitura de seus sinais e no alívio ou não da pressão)
d) Rodando ao contrário o cavalo tende a fugir cerca de 600 metros antes de dar qualquer sinal de negociação, isso representa cerca de 16 voltas em um redondel nas medidas profissionais (diâmetro de 16 metros a 19 metros).
e) Depois disso pode-se aliviar a pressão baixando o nosso olhar do olho do Cavalo para a paleta… ele entra em ritmo de marcha, ou trote e assim deve-se manter mais algumas voltas.
f) Ao abaixar a cabeça seguidas vezes e vindo a mastigar com a boca vazia, alivia-se a pressão, baixando o olhar para as patas traseiras, quando ele pára.

g) Se a comunicação foi estabelecida em bases claras e a leitura dos sinais feitas no timing correto, ele pára de frente para o centro do redondel, (contato franco) ou de lado, mas com o pescoço virado procurando o contato visual com o “predador”.
h) Nesse instante o Homem, abaixa-se no centro do redondel, ficando de lado e evita olhar nos olhos do cavalo. Pode-se mastigar com a boca vazia fazendo um som semelhante ao deles.
i) Muitos cavalos se aproximam francamente e vem cheirar o Homem, abaixando a cabeça até onde estamos. Sem gestos bruscos, sem mostrar mãos abertas (garras), levantamos lentamente e o tocamos no pescoço com o dorso da mão. Ele permitindo esse contato pode ser tocado entre os olhos (ponto cego), massageado no pescoço, coluna até a garupa, paletas, cilha, vazio, patas dianteiras e traseiras.
j) A seguir, nos afastamos, (o predador nunca se afasta). Ele deve seguí-lo no redondel, onde você deve manter um ritmo lento mas constante, andar em oito, em zigue-zague e ele amadrinhado escolheu fazer a conjunção.
Cria-se pela conjunção entendida como escolha por parte do cavalo, o momento de aproximação. Ele então escolhe adiante da conjunção, o acompanhamento. Se não for traído em sua confiança, a partir daí, estará sempre ao nosso lado. Se o aprendizado do cavalo for medido de 0 a 10, o passo mais importante é o de zero a um. Lembre-se que nunca há uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão. O segredo da verdadeira liderança está em criar um ambiente que favoreça o melhor de cada um a se manifestar. As pessoas devem escolher livremente seguí-lo.
Cavalos tem uma vantagem. Eles quando escolhem, o fazem de verdade. Eles não sabem fingir, mentir, ou dissimular. Se ele tiver alguma restrição, quando me afasto dele no redondel, ele segue outra direção. O acompanhamento (adesão) após a conjunção é efetivamente espontâneo.
O cavalo quando confia, aceita tarefas. Por exemplo, aceita ser encilhado e seguir uma rédea. Confia, logo aceita desafios novos.
Certos
1- Aproximar de um potro em inicio da doma com tranqüilidade e segurança mesmo com cavalos desconhecidos que você não tenha contato constantemente. Pegá-los em um local onde seu espaço seja limitado, facilitando a aproximação.
2- Colocar o cabresto pelo focinho e passar por trás das orelhas conversando principalmente com o potro e outros enquanto coloca lentamente sem assustá-lo.
3- Usar voz firme e sempre igual, isto é, no mesmo tom para que o animal entenda o que você espera dele.
4- Recompensar o cavalo com carinhos no pescoço a cada etapa executada de maneira correta, lembrando que deve-se premiar no momento em que o animal realiza corretamente a tarefa pedida.
5- Parar com a insistência ou aula assim que o animal realize por algumas vezes o que lhe foi pedido. Ministrar os ensinamentos progressiva e repetidamente.
6- Encilhar o animal pelo lado esquerdo, entretanto o cavalo bem domado aceitará o manejo pelos dois lados.
7- Para cada tipo de animal, melhor dizendo para cada tipo de modalidade que você quer fazer com seu animal necessita de selas diferentes, selas tipo australianas são usadas normalmente para cavalos de marcha, selas tipo Western coloca-se em cavalos Árabes e Quarto de Milha, selas tipo seletas mais leves usa-se em cavalos de corrida e saltos.
Errados:
1- Não se aproximar brutalmente principalmente pela sua traseira. Os cavalos têm medo dos homens e com susto poderão reagir repentinamente.
2- Não colocar o cabresto rápido e não amassar as orelhas, pois podem sentir dor ou irritação, e o animal pode reagir e criar traumas, difíceis de tirarem.
3- Não rode o animal com o cabresto e evitar dar puxões fortes.
4- Não repetir as palavras de comando na hora que o animal está realizando os ensinamentos. Se ele esta fazendo é porque já entendeu e a voz de comando nessa hora só irá confundi-lo.
5- Não recompensar o animal após não ter feito o que foi pedido ou recusar. Nunca bata em seu cavalo, pois só servirá para desorientá-lo.
6- Não pare com o trabalho ou a aula no momento que o cavalo errar o exercício. Caso o cavalo não execute o exercício de forma correta, mesmo que depois de algumas tentativas, mude o exercício para um mais fácil e termine a aula. A repetição demasiada cansa fisicamente e mentalmente o cavalo. Ele ficará cansado e perderá a disposição e o rendimento. Por isso procure variar as lições para mantê-lo sempre atento e disposto.
7- Não jogar o material que irá no dorso, pois é um lugar sensível (perto do rim) e esse impacto provocará dores e traumas.
8- Não usar a embocadura muito forte quando o cavalo é sensível e aceita o comando do cavaleiro rapidamente e a embocadura muito apertada poderá ferir o canto da boca.
Lembre-se dessas dicas e use sempre com muita calma e nenhuma violência nos comandos aos cavalos, eles irão te respeitar e aprender!

Trabalho de base (“ground work”)

Como fazer do “ground work”, ou “trabalho de base” uma oportunidade para seu cavalo se divertir enquanto trabalha

Durante muito tempo aqui no Brasil o trabalho de base, aquele que fazemos desmontados, foi subestimado. Depois, foi introduzido pelos que passaram a adotar aquilo que na época se chamou de “Doma racional”, na fase de preparação e iniciação, cabresteamento. Uma vez terminada essa fase e iniciada a doma de cima, pouco se voltava a fazer em termos de trabalho de base.

Com a evolução do conhecimento sobre a natureza dos cavalos, seus padrões de resposta e com a introdução da filosofia de trabalho dos notáveis “horsemens” norte-americanos, aumentou também a nossa percepção da importância do trabalho de base.
A chamada “doma racional”, que ainda é a mais usada no país, deu boas contribuições à melhoria da qualidade dos cavalos, seja para uso nos esportes ou no lazer e no trabalho. Mas, a filosofia de trabalho que adotamos, o HORSEMANSHIP, estabelece novos marcos nesta relação milenar entre Homem e Cavalo

a) o reconhecimento da sua natureza como animal de fuga e de manada, cuja emoção dominante é o medo;
b) ligado a isso, o reconhecimento do seu direito de usar seus instintos de auto- preservação;
c) o estabelecimento de uma relação entre homem e cavalo, do ponto de vista dele;
d) o aumento da nossa sensibilização, a necessidade de aprenderemos a LER o nosso cavalo a cada segundo, de observar os sinais claros que ele emite em sua própria linguagem, a usarmos o que o Borba chama de FEEL- intuição;
e) aprendemos a respeitar o TEMPO de resposta de cada cavalo que é único e diferenciado como eles são. Seja no redondel, seja no trabalho montado o tempo é dele e não nosso, o que nos obriga a trabalhar o esvaziamento de nossa visão caprichosa e autoritária, nos leva à necessidade de merecer liderá-los;
f) a refinar nossa maneira de solicitar ações e respostas, a sermos mais precisos na hora da AÇÃO, reconhecendo que se um cavalo não faz o que lhe foi pedido, isso pode ser também por problemas mais nossos do que dele. Ele pode não ter entendido o que foi pedido, podemos ter adotado uma atitude contraditória, pedindo duas coisas diferentes ao mesmo tempo por erro de postura ou expressão corporal descuidada ou ele não teve tempo de responder.
Nesse cenário de evolução, é claro que o trabalho de base teve sua importância revalorizada.
Nós, no Rancho São Miguel o adotamos diariamente, não apenas no trabalho de iniciação dos potros marchadores que começaram a nascer por aqui. O adotamos dentro de uma escala diária para as éguas de cria, de marcha, e para cavalos de passeio e trilha.

Esse trabalho, aliado ao manejo natural, às rotinas diárias os torna a cada mais compassivos, generosos e cooperadores. O trabalho de base, seja à guia, rédea longa ou em liberdade ajuda desde o aquecimento, nas transições, na associação de comandos de voz aos expressivos comandos do horsemanship no redondel. São repetidos em sessões de 30 a 40 minutos que culminam com a conjunção e acompanhamento.
Mas, com o tempo isso que era simplesmente maravilhoso, como se viu nos livros, acaba ficando enfadonho e rotineiro demais.
Foi então que tive contato com as clínicas de Clinton Anderson e seus programas de treinamento para trilhas.
E fiquei certo de que ele sentia o mesmo e inovou. Criou um chamado “creative ground work” e introduziu com método e segurança uma série de obstáculos divertidos que quebraram o que se tornava o entendiante trabalho de base no redondel.

Entre os ganhos que essa abordagem trazem estão:
1. Melhoria da sintonia fina no trabalho para torná-los mais responsivos, modela a sua atitude e obediência voluntária e desenvolve seus músculos , atleticamente.
2. Termina o tédio e a chateação de rodar para direita e esquerda, a passo, trote e galope. Principalmente os cavalos jovens, naturalmente curiosos passam a gostar das sessões de trabalho de arena que ficaram bem mais interessantes e estimulantes.
3. Reforça sua capacidade de liderança sobre ele, conseqüentemente reforça a confiança dele em você.
4. Fortalece o ele entre ele e você e ele sente que está mais capaz de superar desafios viáveis, com dificuldades crescentes, sem castigo, sem a pressão do trabalho hípico numa fase da vida em que ele precisa consolidar o aprendizado e não se rebelar contra os exercícios. E o melhor de tudo é que com o trabalho de base mais criativo e divertido tanto o horseman quanto o cavalo nem sentem o tempo passar
5. Como utilizar o trabalho de base criativo segundo Clinton Anderson

Prepare um percurso avançado para eles fazerem diariamente usando obstáculos naturais, obstáculos que favoreçam situações para o cavalo negociar com você a sua ultrapassagem. Ele tem que investigar, sentir, te seguir e experimentar. São obstáculos que amanhã ou depois, quando ele estiver trabalhando de verdade, ou fazendo um enduro ou uma prova de resistência ou mesmo uma trilha ele poderá encontrar pela frente.
Troncos de diferentes calibres colocados no percursos a distâncias irregulares, tambores deitados, caixas cavadas no solo com ou sem água em pisos não escorregadios, morros artificialmente colocados como os de uma pista de motocross, de curta distância, todos eles colocados dentro ou fora do redondel ou do piquete de trabalho.
Comece sempre conduzindo ele à guia para passar a passo, depois dele poder cheirar, observar, sentir a novidade. Depois e sempre à guia longa, conduza-o no trote, quando então ele já poderá saltar os mesmo ao invés de apenas passar por eles.
Aqui a questão não é para ser confundida com as provas caninas de agility, mas a de construir um espaço de convívio divertido, que introduz o potro no cenário do seu futuro, de um modo leve, como de fato seria se ele tivesse um jardim da infância. Com certeza, em alguns dois ou três anos, você e seu cavalo farão qualquer pista juntos enquanto se divertem e aí os resultados serão duradouros.

Um roteiro para prevenção de cólica nos Cavalos

Os cavalos são criaturas sensiveis e um dos maiores riscos à sua vida são as cólicas, que podem ser de diferentes tipos e causas, mas que tem seu risco de ocorrencias aumentado varias vezes quando em regime de confinamento em baias.
Por melhor que seja seu cuidado com eles, oferecendo tudo, desde uma nutrição apropriada a equinos, nas proporções corretas de concentrado e volumoso de primeira qualidade, com quantidades necessárias de proteínas, vitaminas, aminoacidos, mineirais e fibras, temos que ter em todos os estabelecimentos, estoques de suprimentos para um kit de primeiros socorros para cavalos.
Há também informações essenciais e produtos atualizados, e voce proprietário, criador ou treinador deve buscar conselhos de especialistas sobre como identificar e cuidar das várias doenças e enfermidades do Cavalo, incluindo as cólicas, laminite e parasitoses, além de um efetivo programa de vacinação.
Tudo que você precisa saber para cuidar de seu cavalo, do topo da cabeça até a ponta de sua cauda, pode ser encontrado conosco, afinal a proposta do Rancho São Miguel é ser um Núcleo de Conhecimento sobre a Natureza do Cavalo, seu padrão de respostas e comportamento.

Abaixo trazemos um roteiro mínimo de prevenção de cólicas

A Prevenção da cólica do cavalo deve ser uma prioridade de cada proprietário de cavalo. E para tornar mais fácil para você, trazemos um roteiro preparado por veterinários especialistas em cavalos na forma de algumas Dicas Úteis, para reduzir o risco do seu cavalo sofrer de diferentes tipos de cólicas:
• Alimentá-los com uma dieta de alta qualidade em intervalos regulares; cavalos precisam demais de rotinas alimentares, com horarios habituais. Fornecer por exemplo, aos cavalos confinados em baias, um esquema básico:
a) as 7h00 feno ou capim de qualidade ( 1,5% do peso vivo). Essa digestão é mais rápida.
b) às 8h30 concentrado ou seja ração na proporção de 1% do peso vivo. Essa digestão é mais lenta. Ela começa na boca, por isso mantenha a saude dentaria em dia. às 12h00 repete-se a oferta de volumoso e 13h30, repetimos a ração, finalizando entre 17 e 18h00 com feno suficiente para a noite.
c) Após o fornecimento de ração, deve-se aguardar duas horas para começar o seu programa de exercicios e trabalho leve;
• Quando tiver de substituir a ração, faça as alterações na ração do seu cavalo gradualmente ao longo de vários dias para evitar perturbar o sistema digestivo do seu cavalo.
• Ofereça água fresca e limpa a uma temperatura agradavel e potável disponível em todos os momentos. O ideal é o uso de bebedouros automáticos;
• Fornecer vermifugos regularmente (aqui recomendamos a cada tres meses)
• Dar a quantidade recomendada de exercício diário de cavalo, Equitação ou trabalho de chão em um redondel para aumentar a sua motilidade intestinal e mantê-lo em bom estado de espírito.
• Verificar regularmente se no seu ambiente, piquetes, potreiros, etc, existem no pasto plantas tóxicas ou substâncias que podem ser nocivas.
• Minimizar o estresse, evitando alterações freqüentes para sua gestão, mudanças de local, de baias, de companhias com quem ele come, ou a mesmo mudanças na sua rotina.
• Se ele estiver em uma cama de areia, coloque seu feno em um alimentador ou sobre um tapete de borracha para evitar sua ingestão areia (o que pode levar à cólica de areia – tipo compactação do bolo alimentar).
• Pergunte ao seu veterinário sobre outros fatores regionais de cólica, como formação de enterolitos (pedra intestinal), impactação intenstinal no Ileo, verificar dependendo da umidade do lugar, a formação de fungos e mofo que podem estar presentes no feno.

Inclua o Estetoscópio na sua farmácia antes de você precisar dele!

• Segundo a especialista norte americana, Dra. Juliet Getty, o estetoscópio, um equipamento a venda em lojas de produtos médicos é útil, necessário e voce deve aprender a usar um.
• Conhecer o básico do funcionamento do corpo do seu cavalo e as principais ocorrencias no trato digestivo em condições normais poderá ajudá-lo a identificar problemas de saúde com ele, antes que se manifestem de maneiras óbvias. Isso pode ajudar a manter o controle de freqüência cardíaca e sons do intestino de seu cavalo a reconhecer os primeiros sinais de cólica. Em nossos cursos nós procuramos demonstrar isso.
• Seu kit de emergência provável deve incluir um estetoscópio – uma peça altamente valiosa durante qualquer situação de emergencia médica. Sabendo do ritmo cardíaco normal do seu cavalo e conhecendo os sons do intestino em funcionamento normal, previamente, quando estiver proximo a eles, no manejo diario, na hora da escovação, ouça com o estestoscópio, (coloque o fone do esteto do lado esquerdo pouco atrás do cotovelo, atrás do braço, e ouça os batimentos cardíacos, em repouso, porque isso lhe permitirá avaliar melhor cada situação —
• Um pulso em descanso é normalmente entre 32 e 40 batimentos por minuto (os dos pôneis ligeiramente superior). Coloque o estetoscópio, logo atrás do cotovelo. Usando seu relógio ou um cronômetro (geralmente um recurso em seu telefone celular), conte o número de batidas durante 30 segundos e multiplique por dois para obter as batidas por minuto.
• Medir em diversos momentos do dia, antes e depois de comer e em qualquer alteração de circunstâncias, depois do trabalho montado, ou no redondel, ou de qualquer outro nível de atividade lhe dará uma idéia clara de como o seu cavalo geralmente responde ao seu ambiente. Marcado um desvio do normal (sem explicação óbvia como exercício) pode indicar a presença de infecção, dor ou doença.
• O estetoscópio também é especialmente útil para ouvir sons do intestino. É normal e saudável para sons próximos do aparelho digestivo devido ao movimento de alimentação, gases e líquidos. Intestinos são feitos de músculos; o processamento de forragem (volumoso) continuamente fornece o exercício necessário para manter esses músculos em boas condições.

• Normalmente, os sons serão baixos em campo com alguns roncos. A Cólica ocorre quando há uma alteração no intestino, normalmente devido a obstrução, por gás ou a mais grave, a torção, e os sons irão mudar ou parar completamente.
• Se você não ouvir qualquer ruído, ou se os sons tornaram-se maiores ou se diminuiu significativamente, ou ainda se apresentar um som oco, que ele provavelmente indica a cólica e você deve contactar o seu veterinário imediatamente.
• Pratique escutar em quatro áreas do intestino: ao longo do cano superior e a área de flanco inferior em ambos os lados. De modo geral, os sons do canto superior esquerdo vêm de dois pequenos pontos e tendem a ser agudo e de curta duração.
• No canto inferior esquerdo tem sons dos dois grandes pontos. No canto superior direito, os sons vêm do grande cólon e ceco, enquanto que no canto inferior direito tem dois grandes pontos. No entanto, o ponto de origem para os sons do intestino não é completamente previsível; o importante é identificar uma variação de sons normais do seu cavalo e para isso voce deve se habituar a escutá-lo na normalidade, para poder soar o alarme na emergência.
• Desvios do normal no pulso ou nos sons do intestino podem ter muitas explicações possíveis, para quem não tiver experiência, você nunca deve colocar-se na posição de diagnosticar a cólica ou outros distúrbios. Mas você pode ser um recurso valioso para ajudar com informações seu veterinário, se você sabe o que é normal para o seu cavalo e pode identificar uma mudança, antes de acontecer a doença. Portanto, inclua o quanto antes seu estetoscópio na farmácia de primeiros socorros.

Bem-estar do cavalo durante viagens de longa distância

Só muito recentemente conheci o site do Rancho São Miguel e não posso acreditar na riqueza de informações disponíveis. Muito obrigado. Eu estou no interior de Minas, sou criador, quero aprender a iniciar meus cavalos e suas opiniões e artigos estão entre os mais completos que já li, o de Mormo, foi um deles. Eu espero sua ajuda com uma questão urgente.
Voce sabe que tem crescido as oportunidades de venda de cavalos brasileiros para o exterior. Antes era mais comum em algumas raças, os brasileiros trazerem matrizes e garanhões de fora, como nos Quarto de Milha e Lusitanos. Agora vendemos o Mangalarga Marchador para EUA, Europa e América do Sul.
Estou prestes a embarcar tres cavalos para fora e eles vão fazer a viagem para o embarque executado pelo meu instrutor de adestramento em duas semanas.
Tenho duas preocupações sobre a viagem. Eles deverão ir de caminhão para uma viagem de 210 km, com parada para exames sanitarios e depois seguir até o aeroporto, com obrigação de horário de chegada com antecedencia, aqui os aviões atrasam, e ele precisa ser atendido em toda essa jornada estressante, e viagem à parte, um deles é um potranco que basicamente nunca deixou o lugar que ele nasceu, onde ele tinha sua manada, seu lugar no mundo, e vivia durante todo o dia com um grande grupo de cavalos na fazenda.
Sei que para onde eles irão tudo voltará a um equilibrio, haverá adaptação ao clima, assim penso que seja melhor embarcá-lo agora, vai chegar lá com a chegada do verão. Eles ainda são visitados todos os dias, porque é uma raça que desperta muito interesse e haverá uma boa interação humana, o bom é que alguns cavalos.
Como deve ser a preparação final para os dias antes do embarque, devo medicá-los com sedativos, eles ficarão muitas horas sem se movimentar, seja no caminhão, seja parado no Aeroporto, e durante as horas de viagem?obrigado, desde já.

Olá Pedro Paulo, obrigado pela visita e pelos comentários sobre o site do Rancho. Isso nos anima a compartilhar a melhor informação sobre manejo e comportamento ao nosso alcance.
Primeiro, ficamos contentes que, de fato, nossos bons cavalos começam a ser exportados a cada dia mais. E mais contentes ainda, que criadores e profissionais começam a ter preocupações diferenciadas não apenas com a segurança do patrimônio mas com a qualidade de vida dos Cavalos, e com seu bem estar nessas mudanças.
É da natureza do Cavalo – acostumado e confortável em sua rotina – sofrer muito com as mudanças, não apenas com manifestações do estresse, mas principalmente com quedas de imunidade, surgimento de afecções e problemas psicosomáticos, (quando o nivel de estresse acarreta disturbios fisicos).
Eu recomendo que na medida do possivel, semanas antes da viagem eles tenham trabalho leve, fiquem soltos em bons piquetes, parte do dia, tenham uma dieta mais moderada com menos concentrados e mais volumoso de qualidade, com oferta de bons capins fenados ou não, leguminosas como alfafa para que não sitam falta da ração nos horários habituais e assim se saiam melhor com as 24 ou 48 horas em que não receberão ração nas hora de costume.
A preparação fisiologia com movimentação em liberdade ajuda o sistema circulatório e linfatico.
Quando estiver em vias de iniciar a viagem, deve-se proporcionar um embarque ideal, com as condições recomendadas de um bom embarcador ou caminhão com rampa.
Se o negócio se sofistica com a exportação, as condições de manejo devem acompanhar e serem modernizadas. Exames sanitários, e guias na mão, seguro de viagem assinado e pago, documentação de transferencia em ordem, guias e impostos recolhidos, a atenção deve ser na proteção fisica, com as ligas de descanso, proteção de cauda, proteção de chanfro, e eventualmente capa para inverno, se for o caso.

Algumas empresas preocupam-se em colocar uma musica classica de fundo no compartimento destinado ao transporte de carga viva, mas isso seria nada menos que o ideal.
Dieta de feno de otima qualidade durante a viagem é suficiente.
Na fase antes do embarque aéreo, durante o trajeto de caminhão , depois de umas tres horas, se for possivel, deve-se tentar um local adequado para ele descer, se movimentar por uns 15 minutos, puxado à guia para depois enfrentar todas as horas da viagem aérea, com melhor disposição.
Dada a “qualidade” das nossas estradas rurais, o motorista deve ser experiente e cuidadoso porque os solavancos causam impascto nas articulações. Botas de transporte por caminhão não agravaria o problema
Os cavalos são rápidos para imitar outros e se com o potranco vão cavalos mais experientes, ele tenderá a seguir o comportamento dos demais, não devendo se preocupar quanto a isso, e os cavalariços que irão acompanhá-lo até o embarque e ou durante toda a jornada devem ser conhecidos dos cavalos, porque isso os acalma também.
Boa sorte, desejo êxito aos Cavalos na viagem e a você, que continue exportando nossos bons Cavalos Marchadores.

Conheça mais as funções das Vitaminas

Muitos cavaleiros e proprietários de Cavalos ainda fazem alguma confusão entre grupos alimentares, entre as vitaminas e proteinas na dieta dos equinos.
Aqui apresento um resumo das principais vitaminas necessárias ao bom equilibrio nutricional, suas funções e em alguns casos as fontes naturais, mas é muito importante que voce leia o verso das embalagens de ração, veja os garantidores, os niveis apresentados em cada formulação, que complementam as necessidades diarias, além de um volumoso(capins) de boa qualidade, digestibilidade e vindos de um solo tratado e balanceado, uma vez que as necessidades basicas de sais minerais e aminoácidos são atendidas pelo que o capim tira da terra.
Essa razão já bastaria para que as propriedades de criadores de cavalos, ou produtores de feno, atentassem anualmente para a recomposição do solo. No Brasil, metade dos pastos está degradada e a outra metade em vias de degradação. Isso é um grande desperdício na agropecuária. Solos bem cuidados dispensariam investimentos em suplementos.
Vitaminas de A a Z
Ácido Fólico: Participa da síntese do DNA, controla o desenvolvimento de células nervosas, atua no metabolismo das proteínas.
Ácido Linoleico e Ácido Linolênico: Reforça o sistema imunológico e proporciona maior desempenho reprodutivo.
Acido Pantotenico: Favorece a absorção de energia e a ligação da transmissão do impulso nervoso.
Arginina: É hidrolisada pela arginase para formar ornitina e uréia, fazendo assim parte da detoxificação in vivo da amônia através do ciclo da ornitina. Amplamente utilizada isoladamente ou combinada com outros aminoácidos como um agente revigorante na recuperação da fadiga e para a melhoria da disfunção hepática.
ß- Caroteno: É considerado um antioxidante natural com ação comprovada para evitar a ocorrência de tumores cancerígenos iniciados pelos radicais livres.
Biotina: Auxilia o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas.
Importante fator na construção dos cascos e pelagem.
Cálcio: Importante no crescimento ósseo, auxiliar para retardar o cansaço muscular.
Cobalto: Estimula a atividade eritropoiética ( glóbulos vermelhos ).
Cobre: Auxilia no sistema imunológico dos animais.
Colina: Fator de proteção hepática.
Cromo: Tem função na redução dos problemas de miosite (desordem muscular similar a cãibras, travamento); melhoria do sistema imune, obtendo maior resistência a doenças; diminuição do estresse.
Ferro: Importante efeito antianêmico e hematopoiético.
Fósforo: Auxilia no crescimento dos músculos e órgãos.
Importante na absorção e utilização das gorduras.
Glicina: Responsável pela síntese de dimetilglicina, que junto com o selênio melhoram o aproveitamento do oxigênio e aumentam a resistência das células pela escassez. Importante principalmente em exercícios extenuantes, para diminuir o aparecimento de fadiga muscular e câimbras.
Glutamina: Aminoácido circulante mais abundante no plasma sanguíneo e que tem como reservatório principal juntamente com a alanina o músculo esquelético.
Histidina: Aminoácido essencial, importante para síntese de proteínas.
Inositol: Auxilia na síntese de lipoproteínas, cuja principal função é a mobilização das gorduras do fígado, emulsificando-as e transportando-as do sangue aos tecidos evitando que as mesmas acumulem no fígado causando o “fígado gordo”. Age também como segundo mensageiro, aumentando a disponibilidade da glicose sanguínea em estado de estresse.
Iodo: Síntese de hormônios da tireóide, essenciais ao crescimento e maturação física.
Lisina: Aminoácido essencial.
Magnésio: Importante no trabalho neuro-muscular.
Manganês: Desenvolvimento da matriz óssea. Metabolismo dos aminoácidos.
Metionina: Recomendado para cascos de eqüinos com laminite, junto com a lisina torna-se responsáveis pelo processo de queratinização das camadas epidérmicas dos cascos, pêlos e pele.
Nicotinamida: Ácido nicotínico na função de dinucleotídeo de nicotinamida e adenina é o elemento essencial para os glucoronídeos eliminarem do organismo substâncias estranhas, chamadas xenobióticas como são os resíduos poluentes de indústrias metalúrgicas e de drogas medicamentosas como os antiinflamatórios e outros.
Saccharomyces cerevisiae: evitam a proliferação de bactérias patogênicas, contribuindo para a saúde intestinal e otimização do aproveitamento dos nutrientes da dieta.
Selênio: Estimula o crescimento, eleva fertilidade e auxilia a evitar stress muscular.
Sódio: Importante no funcionamento dos músculos do coração e no trabalho neuro muscular.
Taurina: Potencializa o efeito da insulina, facilitando a penetração da glicose aos músculos.
Triptofano: Aminoácido essencial precursor da serotonina, um neurotransmissor inibitório que interfere na conduta e modula as atividades psíquicas, diminuindo a excitabilidade, agressividade, a agitação e o pânico, proporcionando ao animal tranqüilidade e calma.
Vitamina A: Eleva resistência imunológica.
Vitamina B1 ( Tiamina ): Melhora o apetite e favorece o crescimento.
Vitamina B2 ( Riboflavina ): Favorece a absorção de energia e proteínas.
Vitamina B3: Síntese de gorduras do metabolismo de proteínas e da oxigenação dos tecidos.
Vitamina B5: Ajuda a reconstruir os tecidos corporais, liberação de energia dos carboidratos. Auxilia na formação dos hormônios.
Vitamina B6 ( Piroxidina ): Eleva a absorção de energia e proteínas.
Vitamina B12: Atua no sistema neuro-motor.
Vitamina C: Previne e combate o escorbuto, gripes resfriados e hemorragias.
Auxilia na cicratizacão de feridas, aumenta a resistência contra infeções e contra o cansaço.
Vitamina D3: Evita acidentes osteo-articulares.
Vitamina E: Indispensável à reprodução e músculos.
Vitamina K: Importante para a coagulação do sangue, é indispensável para a síntese da osteocalcina, que exerce papel no remodelamento ósseo.
Zinco: Formação da pele e dos ossos.

O que é afinal a indesejável Laminite ?


Depois de dois dias acompanhando o excelente trabalho do ferrageador Ioan de Guararema em nosso Rancho, em mais de dez cavalos, felizmente nenhum com laminite, mas nos deparando com alguns sinais de enfraquecimento dos cascos, percebi que, se aqui onde temos um severo cuidado com a qualidade das camas, e com a dieta com menos açucares, há sinais de problemas que serviram de advertência, imagina onde esses cuidados não existem ou onde os cavalos são expostos a intenso ritmo, a viagens em estradas de asfalto, o quanto a saúde de seus cascos está ameaçada?

Teste com a gente o seu conhecimento sobre a perigosa laminite, que afeta os cascos dos Cavalos, com nosso questionário de 12 perguntas tipo VERDADEIRO OU FALSO?

1. As palavras laminite” e “afundamento” significam a mesma coisa.
Falso . Embora essas palavras são freqüentemente usadas alternadamente, eles descrevem estágios específicos no que é uma das mais complexas das doenças de cavalo. Laminite é a inflamação das lâminas, os tecidos finos, pregas que conectam o osso do caixão para a parede do casco. Afundamento é a deformidade causada quando as lâminas estendem e falham, ficando separadas, quando o osso da falange distal sofreu “rotação” ou “afundamento”, conforme o grau de separação deixando a caixa do casco sem suporte o que faz que ele rode (“sumidouros”) para baixo, puxado pelo tendão flexor profundo. Nem todos os cavalos com laminite desenvolvem afundamento em seus cascos.

2. Cavalos que pastam na relva coberta de orvalho frio correm maior risco de laminite.?
Falso . Teorias ligando o local e o tempo de pastejo de laminite em cavalos são abundantes e esta é uma das mais comuns. Mas a investigação sobre frutose, feita por uma fábrica de açúcar sobre o que poderia ser um disparador chave de laminite em cavalos, sugere que as primeiras horas da manhã podem realmente ser o momento mais seguro para um cavalo pastar. Os niveis de Frutose em gramíneas são menores durante as primeiras horas da manhã, depois de uma noite. Os níveis de açucares naturais são mais altos no final da tarde ou à noite em um dia ensolarado.
3. Certos tipos de cama podem provocar laminite.
Verdadeiro . Exposição de aglomerado de madeira de árvores, ou de palha de arroz, ou camas de capim mal limpassão são uma das causas de laminite bem documentados. Um composto químico na madeir, quando ela apodrece, que pode matar outras plantas e até mesmo minhocas, é o provável culpado que desencadeia a laminite. Quando exposto a lascas das madeiras, cavalos normalmente começam a mostrar sintomas de laminite dentro de um ou dois dias. Cama contendo alguma coisa como 20 por cento de “black walnut” nas aparas podem induzir laminite em cavalos, então é importante saber que tipo de aglomerado de madeira voce tem antes de usá-los.
4. Piso Muito duro pode precipitar afundamento pelo impacto dos cascos.?
Verdadeiro . Prolongada concussão contra uma superfície implacável, como asfalto, pode levar a uma condição comumente chamada “road founder” ou afundamento pelo piso. A força de cada passo literalmente puxa as lâminas da parede casco; Este é um exemplo em que um cavalo pode sofrer o afundamento direto sem ter tido laminite. Simplesmente trotando ou marchando, se atravessar uma rua não causará o problema. A maioria dos cavalos que desenvolvem afundamento pelo piso viajaram trabalhando em estradas difíceis por quilometros e quilometros durante dias ou passou anos trabalhando no asfalto sem a devida proteção em seus cascos.
5. Um osso da falange distal que sofreu rotação por laminite eventualmente irá retornar à sua posição original.?
Falso . Quando a laminite provoca o afundamento ou a rotação da falange, em cavalos é para sempre, e osso dentro da caixa, que rotacionou dentro do casco nunca recupera a sua posição original ou anexos. Entretanto, um ferrageamento corretivo aparando e o uso de ferraduras clínicas pode ajudar o casco crescer para corresponder à nova posição dos anexos e novos ossos da falange pode se formar entre a parede do osso e a do casco.
6. Vacinas e resfriadores especificos são conhecidas por causar laminite.
? Falso . Não há nenhuma evidência vinculando qualquer produto ou vacina com a laminite em cavalos. Dito isto, a laminite pode ser uma complicação de uma febre alta ou doença sistêmica, portanto, uma severa reação adversa e assim qualquer produto veterinário poderia precipitar a condição. Se você suspeitar que seu cavalo está tendo tal reação, chame seu veterinário imediatamente.

7. É importante saber o que causou um caso de laminite antes de tratá-la.
Falso . O tratamento adequado será praticamente o mesmo, não importa o que causou a inflamação da laminite ou os danos físicos do afundamento. No entanto, em alguns casos saber o que precipitou a laminite faz com que possamos ajudá-lo a evitar a reincidência ou proteger outros cavalos das condições de uma cama ruim, de grãos mofados e outros perigos.
8. Há um caminho “certo” para ferrar um cavalo com laminite
Falso . Se algém tentou corrigir apenas com ferrageamento ou aparamento e restaurou cavalos com laminite, todo mundo iria usar o mesmo o problema não exisitiria mais. A realidade é que existem abordagens variadas para ajudar Cavalos com laminite aplicando sapatos com versões anteriores (veja fotos) para adicionar almofadas especiais para não cairem os cascos do cavalo. Nenhum estudo científico já demonstrou uma para ser mais eficaz do que o resto. O melhor tratamento ou combinação de tratamentos para a laminite em cavalos depende as especificidades do caso, o que pode mudar com o tempo.

9. Laminite ocorre principalmente em cavalos extremamente gordos e em pôneis.
Falso . Se por um lado, os riscos para laminite aumentam com a obesidade, e as evidências sugerem que certas linhas circulatórias são mais susceptíveis à laminite dos cavalos, mas com o estresse metabólico suficiente, qualquer cavalo independentemente do tamanho ou raça pode desenvolver laminite.
10. Até o momento que um cavalo manca ou claudica severamente, o dano de laminite foi feito.?
Verdadeiro . De 24 a 48 horas entre os eventos ou condições que precipitaram a laminite e o ponto, quando é evidente que o cavalo está com dor e manca, estas horas são conhecidas como o “período de silêncio”. Uma vez um cavalo começa a expor o desconforto dos sintomas de laminite, a condição é impossível de reverter. Uma faixa de investigação sobre laminite envolve investigação dos mecanismos metabólicos complexos no local de trabalho, durante o período de silêncio para que um dia possamos impedi-los de desencadear a cascata de eventos que levam à dor e àdeformidade permanente dos cascos de um cavalo.
11. Certos tipos de Feno e capins com talo, e alfafa são perigosas para os cavalos que são suscetíveis a laminite.
Verdadeiro . Certos capins, e alfafa contém níveis relativamente elevados de açúcares e amido, no pasto e como parte de feno. Esses nutrientes podem iniciar a Cadeia de eventos que leva à laminite digestiva. Evitar dar capins que fermentam ou alfafa para cavalos que correm um maior risco de laminite, os que executam provas mais exaustivas e verificar seus campos e qualidade de suas camas periodicamente para se certificar de que estas plantas não sejam fatores de risco extra.
12. Os cavalos que tiveram uma rotação de boleto ou afundamento e foram tratados correm um risco extra de outro episódio de laminite.
Verdadeiro .Um cavalo que se recuperou de um ataque de laminite eventualmente após o tratamento crescem lâminas novas que reconectam o osso da falange distal dentro da caixa do casco com a parede do casco. No entanto, esses anexos não são tão fortes quanto os originais, e o cavalo para sempre vai estar no risco de um afundamento novamente. Além disso, muitos casos de “novas” laminites e afundamentos são simplesmente uma exacerbação de um episódio anterior, que pode ter ocorrido despercebido ou quando o cavalo tinha um proprietário diferente.

Recomendamos a leitura do trabalho do Roger Clark, sobre esse tema em seu blogspot. Acesse http://clarkveterinario.blogspot.com.br/2010/05/laminiteaguamento.html e vc localiza o excelente trabalho dele sobre o tema, ele que é o autor das imagens que utilizamos para ilustrar esse post e assim democratizar, sem qualquer outro interesse, o acesso ao conhecimento sobre Laminite.

* com Amy Herdy que é editora do MyHorse Daily